Cemitério de São Paulo abre dezenas de covas para receber vítimas do coronavírus

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Uma foto de Amanda Peribelli, da Agência Reuters, ganhou destaque na imprensa mundial, Trata-se do registro de uma operação no Cemitério Vila Formosa, em São Paulo, onde dezenas de covas estão sendo abertas para receber mortos pelo coronavírus e outras doenças.

As covas abertas, uma ao lado da outra, retratam o avanço da pandemia no país, onde já são 299 brasileiros mortos pelo Covid-19, segundo o Ministério da Saúde em seu balanço desta quinta-feira (02), e quase 8 mil infectados. O problema é que há, ainda, inúmeros óbitos cujas vítimas apresentaram sintomas similares àqueles que contraíram o vírus, mas seus familiares não tiveram a chance de confirmar, já que não há testes, nem infraestrutura médica, para confirmar. 

Esse quadro devastador do coronavírus foi visto primeiro na China, depois na Itália e na Espanha. Chegou há poucos dias aos Estados Unidos. E começa a se impor no Brasil, como revela a foto de Amanda Perobelli, fotógrafa da Reuters. Um alerta que ilustra as projeções do Ministério da Saúde, de que o país entrará num pico de contaminações e mortes nas próximas três semanas.

Coronavírus – A foto que marca o momento grave que o Brasil está vivendo, embora ainda exista uma parcela da população que duvida. Decidimos publicá-la como um alerta de algo que o país pode, se não evitar, atenuar. Se muitos de nós viveremos cenas assim, há uma chance de reduzir a catástrofe pensando no coletivo.

O vírus é agressivo, facilmente transmissível, e se chega aos pulmões, pode matar em poucos dias por insuficiência respiratória ou cardiopatia, principalmente os idosos com doenças prévias. Mas pessoas de outras faixas etárias também se contaminam e podem precisar de hospitalização numa hora tão nefasta.

Evitar sair de casa neste instante é fundamental. Como disse o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, é a “arma que gente tem” para ajudar a preservar a própria saúde e ao mesmo tempo preservar a vida de outros. Inclusive a dos médicos, enfermeiros e profissionais de saúde em geral que estão colocando em risco a própria existência para dar conta de tantos enfermos ao mesmo tempo. Solidariedade. Podemos viver essa dor com empatia pelo coletivo e aprender com ela, para que a humanidade não precise passar por isso novamente.

(Com informações de Carla Jimenez do El Pais e foto de Amanda Perobelli/Reuters)

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação